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Gravidez na Adolescência: HNSC expõe os riscos para mães e bebês
06
fev-20

Gravidez na Adolescência: HNSC expõe os riscos para mães e bebês

 

A gravidez na adolescência é um fato muito comum no Brasil. Dados do Ministério da Saúde colocam o país como o que apresenta a maior taxa de mães adolescentes da América Latina. Para cada mil adolescentes mulheres são registrados 68,4 nascimentos de bebês – média maior que a taxa mundial e continental.

A gravidez na adolescência pode trazer complicações para a saúde física da mãe e do bebê, além de fatores emocionais e sociais para a mãe e a família. Atualmente, no Brasil, cerca de 930 adolescentes e jovens dão à luz todos os dias, totalizando mais de 434 mil mães adolescentes por ano.

Como tentativa de reduzir os casos, foi instituída em todo o país através da Lei nº 13.798/19, a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. Ela acontece na primeira semana de fevereiro e mobiliza unidades de saúde, educação e assistência social para desenvolver ações educativas como forma de reduzir as estatísticas nacionais.

Para 2020, o Ministério da Saúde lançou a campanha “Tudo tem seu tempo: Adolescência primeiro, gravidez depois”. A proposta é despertar a reflexão e promover o diálogo entre os jovens e as suas famílias em relação ao desenvolvimento afetivo, autonomia e responsabilidade.

 

Riscos da gravidez precoce

A gravidez na adolescência é sempre considerada uma gravidez de risco, já que a adolescente nem sempre está preparada fisicamente para a gestação, o que pode representar risco tanto para a menina quanto para o bebê. Entre os principais riscos estão parto prematuro, bebê com baixo peso ou subnutrido, complicações no parto, que pode levar a uma cesária, infecção urinária ou vaginal, alterações no desenvolvimento do bebê, má formação fetal e anemia.

Outro fator preocupante diz respeito ao abordo. “O aborto espontâneo e também o abortamento provocado. Muitas vezes, quando a adolescente se dá conta da gravidez, ela tende, por medo, não procurar serviço de saúde, nem os pais. Geralmente elas procuram um colega que é da mesma idade e que não sabe fazer uma orientação adequada. Ai ela começa a se desesperar, começa a tomar chá, as vezes a colega fala para tomar tal remédio que pode abortar. Muitas vezes consegue abortar e muitas vezes não, causando sangramento.”, explica Claudine Carvalho, coordenadora da maternidade do HNSC.

 

Responsabilidade dos pais dos adolescentes

Além da formação do corpo, os adolescentes também passam por uma formação moral e educacional. E neste aspecto, os pais são figuras essenciais no desenvolvimento intelectual de seus filhos, sobretudo em relação aos assuntos íntimos. “A gente joga toda responsabilidade na escola, na saúde pública, e eu sei que cada um tem sua parcela de responsabilidade. Mas os pais têm um papel de educador. Então eles vão direcionar esse adolescente, falar sobre o corpo que ainda não está preparado, sobre que o pode acarretar na vida pessoa que deseja estudar.”, informa Claudine.

Há, ainda, o peso maior de responsabilidade que recai sobre a mãe. “Muitas vezes, embora o menino seja adolescente e seja pai, a responsabilidade maior recai sobre a menina, que fica grávida, que tem um parto, que tem todas essas dificuldades.”, complementa.  

 

Prevenção à gravidez precoce

A melhor forma de prevenir a gravidez na adolescência é usar preservativos em relações sexuais, impedindo não apenas a gravidez, mas também a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.

Contudo, tão importante quanto usar é saber como usar. Claudine Carvalho diz que a utilização incorreta pode ocasionar em transmissão de doenças e também na gravidez indesejada. “Porque muitas vezes acha que é só colocar a camisinha e está pronto. Não! Tem que seguir as orientações corretas de uso porque ela (camisinha) pode furar, pode sair, e ai, além da gravidez indesejada, pode ter DST.”, explicou a coordenadora da maternidade.

 

Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

 

Foto: Reprodução

 

Claudine Carvalho, coordenadora da maternidade do HNSC

 

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